Conheça nossa Loja
10 out 2020
Nenhum comentário

O que não é amor…

Muito se fala sobre o que é amor, todos os dias somos inundadas de textos e vídeos sobre essa questão, as definições são variadas e eu poderia ficar aqui hoooooras escrevendo cada uma delas.

Desde crianças somos expostas a romantização, às vezes de maneiras bem ilusórias ou impositivas, sempre nos ensinando como é amor e onde encontrá-lo. Mas você já parou para se perguntar, o que é NÃO é o amor?

Hoje, 10 de Outubro, é o Dia Nacional da Luta Contra a Violência à Mulher, no Brasil, 1 em cada 5 mulheres já sofreram algum tipo de violência, considerando que violência não é só quando há agressão.

De acordo com a Lei Maria da Penha, existem 5 tipos de violência contra a mulher: Violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Em 83,5% desses casos, a vítima se relaciona com o agressor, ou seja, onde aparentemente haveria amor.

Podemos chamar Isso de amor? 

Não, isso não é amor!

Quando ele te culpa por tudo, não é amor, é violência psicológica;

Quando ele critica o tempo todo sua aparência, isso não é amor, é violência moral;

Quando ele quer controlar como você gasta seu dinheiro, não é amor, é violência patrimonial;

Quando ele te dá um “tapinha”, isso não é amor, é violência física;

Quando você diz que não, em um momento íntimo, ele insiste e não te ouve, não é amor, é violência sexual.

Quando ele não te incentiva em sonhos, no trabalho, ou proíbe de correr atrás das suas próprias conquistas, é violência, é controle e te controlar, não é te amar!

Aprendemos que há muitas formas de amar, mas há também muitas formas de não amar, tudo aquilo que nos leva a sentir inferiores, envergonhadas, com baixa estima, preocupadas e com medo, é um tipo de violência e todos aqueles que não respeitam nossos sentimentos e limites não nos amam. 

Não se esqueça que a violência contra à mulher é um ciclo, partindo do momento em que existe a tensão, logo depois a agressão e por fim o arrependimento do agressor, porém é um ciclo vicioso e precisa ser quebrado, pois o agressor raramente se arrepende de verdade.

Com o tempo esse ciclo vai ficando cada vez mais frequente e em muitas casos termina em femicídio. Muitas mulheres não falam sobre a violência por medo e constrangimento, mas não se cale, o agressor precisa ser culpabilizado pelo que fez!

Ligue 180 e quebre o ciclo da violência doméstica.

Violência não é amor! Estamos todas juntas!

DADOS: Instituto Maria da Penha.

Comments

comments